A localização por ERB não é GPS. A antena cobre uma área de quilômetros. Em zonas urbanas com torres densas, a estimativa pode apontar três bairros diferentes ao mesmo tempo. Quando o laudo trata cobertura de antena como localização exata, surge a brecha técnica.
Iniciar AtendimentoA ERB não localiza, registra. E o que ela registra é uma janela muito mais larga do que o laudo costuma dizer.
O aparelho se conecta à antena com sinal mais forte no momento. Não necessariamente a mais próxima.
Cada antena divide a cobertura em três setores de 120°. O laudo registra qual setor atendeu.
A combinação antena+setor cobre uma área que pode ir de centenas de metros a dezenas de quilômetros.
O laudo aponta a área. A acusação trata a área inteira como "no local do crime". É aqui que mora o questionamento.
O relatório lista as antenas que registraram a conexão e a acusação assume que o aparelho estava no centro daquela área. Sem cruzamento com outras fontes, o argumento fica em pé só porque ninguém questionou tecnicamente.
A análise pericial documenta a área real coberta pela antena, demonstra que o cliente poderia estar em qualquer lugar dentro daquela mancha e exige cruzamento com outras fontes para sustentar localização específica.
Estudo de caso de dez minutos sobre análise de ERBs, latitude, longitude, azimute e por que essa estimativa pode ter quilômetros de margem de erro.
Por muitos anos, vi advogados brilhantes perderem causas não por falta de argumentos, mas por falta de acesso à verdade escondida nos arquivos digitais. E foi ali que entendi meu propósito: traduzir a linguagem das máquinas em estratégias que libertam.
Sou Joaquim Neto, perito digital, mentor de advogados e criador da primeira comunidade de provas digitais para advogados.
Depois de anos mergulhado em investigações, certificações e análises forenses, dedico minha vida à análise de provas técnicas que potencializam o trabalho de advogados e fortalecem teses jurídicas capazes de virar um processo.
Hoje, ajudo advogados a descobrir o que a acusação não quer que eles vejam: os detalhes invisíveis que fazem toda a diferença entre uma condenação e uma absolvição.
Porque, no fim, a justiça depende daquilo que é possível provar e da forma certa de provar.